sábado, 16 de outubro de 2010

Gabriela

E ela, que antes sorria, deixou só pranto completar seus dias

E ela, que antes amava, fechou seu peito a chaves secretas,

Fez do seu mundo floresta selvagem onde nem o mais bravo dos homens ousaria lançar caminho

E seu caminho, agora é incerto

Ora no deserto, ora entre tanto olhos e bocas

Ora lucidamente jovem, ora carqueticamente louca

E ela que antes era luz, tem sido a treva dos meus dias.

Ela, que já não é mais ela, não é mais a minha, não sobrou nada daquela

Ela, que ainda é bela, mas as seqüelas que a vida tem lhe deixado, me tem sobrado como mazela.

O que farei?

Como será?

O que terei do teu olhar, Gabriela?

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